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6 coisas sobre mim

Fevereiro 3, 2008

Recebi uma tarefa superdifícil da Rose, mesmo assim vou me arriscar. Fala de si mesmo é complicado, considerando que, BARTHES quando questionado sobre suas considerações sobre leitura, disse que antes de tudo, deveria considerar uma leitura de si, então; vamos lá.

Seis coisas que me são peculiares, posso dizer assim?? É, seis coisas que considero inerentes a mim.

1- Sonhador: sempre acreditei nos sonhos, nas pessoas; aqui não quero contar as decepções;

2- Psicólogo: Na verdade sou professor, mas… não sei o porquê, as pessoas, vez por outra me procuram para aconselhá-las. Que missão!

3- Esforçado: Tento fazer o possível para conquistar os sonhos, dando ao máximo de mim.

4- Amante: Sou amante dos bons modos, das palavras mágicas, caso contrário fico doente…

5- Curioso: Sempre querendo saber algo além , nada que venha prejudicar a ordem.

6- Sentimental: Muita coisa me comove, desde uma cena triste num filme, a fatos reais, como o documentário que vi no telecine brasil sobre os catadores de lixo, no Rio de Janeiro.

Não pensem que sou apenas isso, claro. Sou também tristeza, quando vejo injustiças, sou alegria, quando alguém rir com vitórias ou reconhece sua fraqueza.

Sou chorão. E, por incrivel que pareça nem sempre por tristezas e saudades, muitas vezes, ou geralmente, choro quando estou FELIZ, aquela felidade que simboliza conquista.

Bom, acho que fiz a tarefinha que a Rose me passou.

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Um, dois, três…e já!!!

Fevereiro 3, 2008

Tenho tentado por em prática os planos que sonhei para 2008. E, aquilo que estava torcendo para que desse certo, principalmente a viagem ao Canadá da minha querida Julie. A Julie está com passagens marcadas para o próximo dia 15. Sentirei saudades! Boa sorte nesse novo ambiente.

Ah, depois de muitos anos sonhando… até pensei que não mais seria possível, fiz a matrícula no FISK, para estudar inglês.

Não gosto da folia de carnaval, de modo que, aproveitarei para estudar coisas da Academia.

Ontem foi o aniversário de minha cunhada Elisângela, ou Nega, como conhecida. Comemoramos num rodízio de pizza, tive até um momento de rei… !!!!! heheheh

Meu carro está passando carnaval na oficina…. que coisa chata!!!

… acho que só para aliviar o tédio desse período carnavalesco.

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Meu nome é Johnny

Janeiro 26, 2008

Hoje fui ao cinema para tirar minhas conclusões sobre o mais recente filme brasileiro, ou pelo menos, fazer minhas considerações. No orkut há uma comunidade, onde alguns tópicos fazem crítica ao filme, bom; se fosse ao menos considerações pertinentes, até que deixaria aqui meus cumprimentos, mas depois que vi ao filme, deixo meus pêsames aquelas pessoas que, ao menos me pareceu que de cinema não entendem nada.

A considerar que as críticas ao cinema brasileiro não são nem um pouco leves, posso afirmar que sua qualidade cresce a cada dia, principalmente se considerarmos sua autenticidade e deixarmos a idéia de que filme bom são os americanos, aqueles que são estritamente comerciais, onde mostram galãs, fantasias, imaginação, ou coisas desse tipo.

A forma como “Meu nome não é Johnny” foi construído, mostra a mais pura realidade do contexto brasileiro, na qual não serve como vergonha, mas uma verdade que mostre como realmente se procede a construção social, principalmente da hipocrisia social.

Enquanto um expectador e mais ouvinte do que crítico cinemático, considero um bom filme e, peço a atenção de mais brasileiros para que observem mais a qualidade que nossa cultura precisa, para que não sejam reconhecidos apenas por trabalhos feitos fora do seu país de origem. Se o Fernando Meireles conseguiu sucesso com “O jardineiro fiel”, por que outros e até o próprio, não podem tê-lo, mostrando sua cultura local?????

ATENÇÃO!!!!!  Nosso país precisa de educação!

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Cinéfilo

Janeiro 22, 2008

A Rose tem me trazido muita coisa especial e, uma delas foi a assiduidade cinematográfica, as aulas de literatura e cinema, suas leituras e pesquisas sobre o tema; tudo isso me leva a ser um cinéfilo, um amante do cinema e, assim, passo a acompanhar em detalhes, coisas específicas como montagem, enquadramento, montagem, fotografia… tudo isso é maravilhoso. Pois, saio do simples entendimento da personagem à sua função psicológica.

A relação entre o real e o imaginário é fascinante. Podemos perceber através da adaptação, considerando que a adaptação é um novo texto, onde aprendi que a adaptação não precisa ser fiel ao texto escrito para ser considerado um bom filme, uma vez que, se trata de um novo texto.

Para esse novo texto, fazemos leituras, sejam elas pertinentes ou não; vai depender do receptor. Inferências tais, trarão à tona especificidade de cada personagem. Acho que essa paixão pelo cinema é algo que cada um de nós temos, muitas vezes no mais íntimo, guardado, esperando para que seja despertado, no meu caso, depois que conheci a telona, sei o quanto é importante para o desenvolvimento, cultural, intectual, social…. de um indivíduo, enxergar o além, através da câmera é ir além daquilo que seus olhos podem ver; é, ser acima de tudo crítico.

O convite está feito, venha fazer parte do mundo dos cinéfulos, participe da cultura de um país.

 

 

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[...] enAMORados

Janeiro 12, 2008

A chegada de 2008 não tem sido nada zen, vários problemas aconteceram, ainda bem que resolvidos, ou parcialmente resolvidos. O problema maior foi vê a minha linda doente, que aperreio! Graças a Deus, já está melhor.

Caminhos capazes, trouxeram-me você, permitindo risos de felicidade. UEPB, simples Campus com uma representatividade incalculável, alí… bem alí que tivemos a chance de conhecermos um ao outro, tão belos ventos, trazendo junção de pessoas apaixonadas. Que sensação de completude, paz… tudo que um homem à moda antiga esperava.

Por que? Por que será que provações surgem? Estar ao seu lado é muito bom, mas não com a verdade da dor, da simples dor de vê-la com sintomas de uma crise de garganta, isso me faz pensar que já não sou mais o mesmo sem você. Nossa cumplicidade tem me deixado cada vez mais próximo e dependente de sua presença, quando não a angústia me acompanha, pensando eu que a vida só faz sentido quando estamos juntinhos.

Sua pele delicada feito pêssego, seu sorriso meigo como de uma criança, seu cheiro que vive em mim, cada gesto, mania…. são coisas que já não sei se suportaria sua ausência em minha vida, me fazendo acreditar cada vez mais em amor verdadeiro e puro; sem traição, sem falsidade, sem nenhum tipo de adversidade…. amor, puro amor.

Ser feliz é está com você, apostando no futuro, futuro próximo… aquele que acontece a cada segundo, trazendo realizações em nossa união, fazendo pensar em como será a educação do filho(a); organizando o futuro, discutindo Lingüística e Literatura…. quanta coisa boa temos para dividir. Sou grato ao criador pelos detalhes de nossa união e, principalmente por ser tão FELIZ.

Casados, eternos casados, pra sempre seu namorado!!!! As promessas da cerimônia são simbólicas, mas as nossa juras de amor de cada dia me faz sentir o homem mais feliz do mundo por saber que tenho a melhor mulher do mundo ao meu lado, fortalecendo sempre a alma de um marido romântico, meloso, fiel…. e, acima de tudo que acredita no amor eterno.

 

Estarei sempre aqui, fazendo de tudo para que você seja FELIZ.

PS: Não sou nenhum desses medicamentos laboratorias, porém pode contar comigo, sempre.

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2008…

Janeiro 6, 2008

Depois de mais de cinco dias do novo ano estou de volta a essa página, para tentar repaginar o acontecido e quem saber cumprir as metas para 2008. São muitos planos, tomara que possa realizar ao menos parte deles, dessa forma estarei mais que feliz.

Apesar dos declives de 2007, posso afirmar de que foi um bom ano, nada comparado ao filme, mas foi mesmo assim. Como novas metas preciso.

1- Terminar e defender meu trabalho de Mestrado;

2- Fazer Inglês;

3- Incentivar minha irmã a fazer faculdade, mesmo que seja AGRONOMIA como ela escolheu;

4- Ler um pouco mais, além da bibliografia da dissertação;

5- Espero ser chamado em alguns concursos que fui aprovado;

6- Caminhar apenas com língua portuguesa;

7- Ser “papai”;

8- Permitir que Chico Buarque faça parte de meu novo projeto;

9- Deixar de bancar o bonzinho, deixando que as pessoas se aproveitem de tal coisa;

10- Estar sempre ao lado da minha esposa, minha principal FAMÍLIA.

 

Talvez esse seja um bom começo.

 

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Então é Natal

Dezembro 25, 2007

Natal, nascimento de Jesus, tempo de se redimir dos erros, repetir os acertos, querer estar entre os amigos, festejar, lembrar dos idos.

Meu Natal já não é mais o mesmo, antes tinha uma resistência a essa data, depois da Rose aprendi que a felicidade consiste em louvar, dentre tanta lovação a vontade e o sonho de melhorias, pelo fato dela ter sido a melhor coisa já existente em minha vida.

O espiríto natalino traz a veemência do sonho e querer sua realização, trazendo paz e alegria.

Traz com ele a lembraça de que hoje seria aniversário do meu vô, que em outras épocas era motivo de lágrimas, hoje tenho boas recordações e sei que onde ele estiver…. o descanso é seu companheiro.

 

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Raquel

Dezembro 4, 2007

De mim, muitas coisas foram tiradas.

Quando ainda muito jovem tive que trabalhar, trabalhar duro para oferecer melhor condição de vida a meus pais e irmãos. Ao me refirir a retiradas, não estou culpando ninguém, nem tão menos me sentido prejudicado por isso, pois trata-se de uma escolha e, escolha certeira.

Nessa retirada, deixei de ser criança para viver um adulto que residia em mim, pulei de uma fase que muitos vivem até hoje, mesmo com idade adulta, não conheci a Madonna em sua década alvo, estudava os clássicos da literatura, limitado ao material restrito que a pequena escola tinha, a informação demorava chegar, só depois de muitos meses é que o jornal circulava, quando vinha embrulhando aquela roupa de final de ano que meu avô comprava e, eu satisfeitíssimo lia como se fosse notícia extra. A literatura de cordel era minha companheira, isto porque meu avô adorava que eu lesse, uma vez que não reconhecia sequer uma vogal. O cantador de viola era a única freqüência em minha vida, já que meu avô era ouvinte assíduo do programa matinal.

O esforço de Mainha, quando do pouco que tinha, tirava das compras ou então, voltava a pés, caminhando DEZ quilômetros e, com o dinheiro da passagem comprava um caderninho de brochura de vinte folhas para que eu pudesse estudar, dele usava a capa e contra capa, sem perder um só espaço.

É, muita coisa foi tirada, mas sem dúvida o tempo me trouxe risos sinceros, alegrias extremas, amigos verdadeiros e a realização de sonhos.

Bom, todos devem estar perguntando o por quê do título.

Hoje está fazendo exatos 17 anos que a minha pequena Raquel nasceu, quando isso aconteceu eu tinha 9 anos, ficamos na casa da vó Bastiana para que Mainha fosse ao hospital. Naquele dia nascia de Cesariana, o último dos sete filhos dos meus pais e, eu já sentia profunda angústia em ver aquela situação e nada poder fazer para mudar o quadro de minha família; não queria que minha irmã passasse por tudo que meus irmãos e eu passávamos, mas o que faria uma pobre criança de apenas nove anos? O tempo foi passando e os problemas aumentando e, também comigo crescia a vontade de mudar tudo aquilo.

A pequena Raquel era um incentivo que me fazia acreditar e fazer valer a força de vontade, uma vez que até o registro civil foi dado pela inesquecível ZELITA, nessa época era prefeita da cidade e Mainha com vergonha de pedir tal coisa, pediu que eu fosse até a casa da MÃE da pobreza, como era chamada e pedisse o registro para minha irmã. E, eu com apenas NOVE anos fui atendido.

Mais o fato de chegar a pedir muito me entristecia, pois a minha pequena irmã precisaria muito mais que aquilo. Passados seis anos, não suportava mais tanta humilhação, restrição na comida, sandália furada, vazio na barriga… Tudo que me restava era a dedicação exclusiva aos estudos, com toda restrição que era constante.

Uma coisa era certa, se eu mudasse a situação, minha irmã jamais passaria pelas mesmas provações. Surgiu o primeiro trabalho remunerado, uma vez que já tínhamos obrigações com atividades domésticas, isso caiu como solução, minha pequena Raquel já teria tudo diferente; assim foi.

Com a adolescência, ela não foi diferente da maioria; mas sua rebeldia não chegou a afetá-la, até porque o lema pregado é outro, ela cresceu ouvindo a diferença entre querer e precisar.

17 anos se passaram e, minha pequena Raquel cresceu, crescendo com ela um sonho do irmão que é fazer FACULDADE. Isso me faz acreditar que todo esforço é válido, uma vez que a receptividade a faz diferente de muita gente da cidade onde morei.

Nesse dia quero parabenizá-la por ser ouvinte desse irmão que o tempo todo se dedicou por sua melhoria e garantir que enquanto quiser minha ajuda estarei sempre ao seu lado.

Avante minha linda!!!!

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A chegada

Dezembro 4, 2007

A chegada foi bem estratégico para configurar a chegada do Natal. Esse era um tema que não gostava muito de abordar, acho que pelo período não glorioso que sempre calhava nessa época; considerando que nessa época de refestelamento, em minha infãncia não foi de tanto assim, mas com o tempo percebi que o sofrimento de uma época nos fortacele em outra, principalmente, quando temos uma pessoa especial como eu. Falo da minha esposa, ela me trouxe muita paz e realizações que já não acreditava mais.

O colorido das luzes que decoram a cidade me lembra muita coisa, me faz pensar de como seria válido se aquelas luzes fossem transformadas em alimento para aqueles que nesse NATAL, não têm sequer uma migalha para fazer sua ceia. Isso ainda me entristece muito; gostaria de ver mesas fartas, pessoas humanizadas, igualdade; pena que não passa de um sonho ou utopia de um menino que reside em mim.

Ter a casa pronta para o Natal me faz privilegiado, me faz acreditar em coisas quase esquecida, em pessoas que me fizeram feliz, em época em que a fartura não existia, mas a vontade de virar o jogo era imensa. De repente, como o flash de um câmera tudo acontece, meus sonhos começam a se realizar, meu sorriso acontece sem dor, minhas recordações começam a dar lugar para a expressão da felicidade… tantos sonhos se tornando reais, quanta coisa boa. Obrigado Senhor, obrigado meu Deus!

Engraçado, às vezes o choro mostra que estou feliz. Não é loucura! Chorar pra mim é uma forma de expressar felicidade, além da emoção. Hoje a Rose leu um texto que a minha conterrânea e também sua orientadora de doutorado enviou; o texto falava sobre o pai que se foi. Aquilo me tocou profundamente, pois no texto, ela exaltava o pai, merecidamente; cada palavra do texto me flechou, de modo a me sensibilizar e fazer lembrar dos meus amados pais e, infelizmente lembrar de que eles sofrem por não ter o reconhecimento de todos os filhos.

A questão é… seja de comemoração, emoção, alegria, dor, felicidade… os momentos precisam ser vividos na sua intensidade como se fosse único.

Fui…

 

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Correria… ou sonho?

Novembro 25, 2007

 

[...] hoje o dia foi marcado pelo início do vestibular da UFPB, com provas referentes ao primeiro ano. Dei uma carona para meu cunhado Rogério, que está submetendo-se ao exame pela primeira vez. No percurso, tudo tranqüilo, ou quase; quando nos aproximamos do campus, nossa! O engarrafamento estava daquele jeito, depois de quase vinte minutos conseguimos vencer um trânsito que tinha em média três quilômetros até o acesso ao ambiente da prova.

Aquele vai e vem de veículos, pessoas faziam do espaço por instantes um pedaço de mim, ou fragmentos de luta de qualquer acadêmico. Alguns com cara de nerd, outros ainda verdes criticando “o nerd” que ali passava.

Eu, pensando com meus botões, nesse exato momento minhas irmãs Maria e Raquel estão buscando… tentando ocupar seus lugares por direito. Hum! Não demorou muito, após o tempo dedicado a prova, ligo para o interior, querendo notícias e comentar sobre a prova, daí a decepção. A minha amada irmã Maria, a qual estaria concorrendo a uma vaga no curso de Psicologia, simplesmente atende o celular, dizendo que não foi às provas. Nesse momento a angústia doeu em mim, meu esforço e incentivo foram lançados ao vento.

Como falava Shakespeare, não importa o quanto você ame uma pessoa, ela sempre vai magoá-lo, resta-nos a força do perdão.