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Academia

Fevereiro 4, 2009

Pode parecer que vou falar da brincadeira de criança ou mesmo da homenagem que a brincadeira recebeu da Rose, mais quero falar da academia que é sonho de muita gente após passar pelo vestibular.

Ontem voltei às aulas da UEPB, na qual sou professor de Língua Portuguesa nas turmas de quarto ano, além de uma complementação em Leitura e Produção de Textos, praticamente turma de feras. Contei com a recepção de ex-alunos e alunos veteranos, os quais fizeram questão de falar, apertar a mão, elogiar… coisas que alunos especiais como aqueles poderiam fazer.

O que mais me chamou atenção foi o olhar atento para cada palavra que eu falava enquanto apresentava o programa e cronograma das aulas. O reconhecimento por parte dos alunos é a coisa mais importante nessa profissão que escolhi há um pouco mais de 12 anos. Uma fala me deixou inquieto: “não queria fazer Letras, na verdade queria fazer Psicologia, mais como sou muito novinha, minha mãe não autorizou morar sozinha em outra cidade, então fiz Letras mesmo”. A aluna falou com tanto desdém que tive vontade de arremessá-la pela janela.

Não contive o desejo de falar: – A idade até pode influenciar na sua decisão, mas na do colega que você atravancou não acho correto, pois aquele que estava na lista de espera poderia ter obtido classificação caso vc não tivesse em seu caminho ou quem sabe assumido a vaga se vc não tivesse ocupado. A seriedade deveria ser amadurecida nas pessoas desde cedo para evitar esse tipo de coisa.

Isso não é tudo. O pior são as pessoas que assumem cargos sem ao menos conhecer as resoluções do curso, tomando decisões onde não deveriam se meter, a essas coisas deposito todo meu desprezo e insatisfação.

3 comentários

  1. Essa situação dos alunos é algo terrível. As pessoas parecem não ter consciência de que estão tirando muitas vezes o sonho de alguém e simplesmente pra “preencherem” o ego frustrado acabam substituindo por uma carta de troca. Se não consigo este então vai aquele mesmo. Tive um caso terrível de uma aluna que concluiu Letras agora e simplesmente disse que jamais desejou o curso, que tudo que sempre quis foi Medicina. Falei: então perdeu 4 anos de sua vida fazendo o que não gostava e tirou a oportunidade de termos um profissional de Letras no mercado. Mais outras duas alunas enfermeiras falaram que fazem Letras apenas pra ter diploma superior e conseguir passar em concurso.
    Esse tipo de atitude me revolta e muito. Sem contar aqueles nossos velhos conhecidos que ocupam cargos sem sequer saberem das próprias obrigações. Olham demais o que os outros têm que cumprir e acabam esquecendo de cumprir o que devem.


  2. Olá, João!
    Acabo de te dar o selo Blog Original. Vá ao meu blog e veja como dar continuidade ao prêmio. Forte abraço


  3. Opa, vi a notícia quentinha lá no blog da Rô e vim correndo te dar os parabéns pela etapa cumprida!!!! Caro Mestre, agora a responsabilidade cresce né? Que Deus te aumente mais e mais a sabedoria e principalmente o desejo de transmitir tudo isso. Nosso Brasil precisa de pessoas como vocês! Abração.



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