Pode parecer que vou falar da brincadeira de criança ou mesmo da homenagem que a brincadeira recebeu da Rose, mais quero falar da academia que é sonho de muita gente após passar pelo vestibular.
Ontem voltei às aulas da UEPB, na qual sou professor de Língua Portuguesa nas turmas de quarto ano, além de uma complementação em Leitura e Produção de Textos, praticamente turma de feras. Contei com a recepção de ex-alunos e alunos veteranos, os quais fizeram questão de falar, apertar a mão, elogiar… coisas que alunos especiais como aqueles poderiam fazer.
O que mais me chamou atenção foi o olhar atento para cada palavra que eu falava enquanto apresentava o programa e cronograma das aulas. O reconhecimento por parte dos alunos é a coisa mais importante nessa profissão que escolhi há um pouco mais de 12 anos. Uma fala me deixou inquieto: “não queria fazer Letras, na verdade queria fazer Psicologia, mais como sou muito novinha, minha mãe não autorizou morar sozinha em outra cidade, então fiz Letras mesmo”. A aluna falou com tanto desdém que tive vontade de arremessá-la pela janela.
Não contive o desejo de falar: – A idade até pode influenciar na sua decisão, mas na do colega que você atravancou não acho correto, pois aquele que estava na lista de espera poderia ter obtido classificação caso vc não tivesse em seu caminho ou quem sabe assumido a vaga se vc não tivesse ocupado. A seriedade deveria ser amadurecida nas pessoas desde cedo para evitar esse tipo de coisa.
Isso não é tudo. O pior são as pessoas que assumem cargos sem ao menos conhecer as resoluções do curso, tomando decisões onde não deveriam se meter, a essas coisas deposito todo meu desprezo e insatisfação.



