Em quatro de dezembro de 1990, naquele lugarejo que habitava uma família simples e já formada por um casal e seis filhos, nasce mais um, aliás nasce uma menina. Menina que hoje completa 18 anos, a idade que perante a lei se torna responsável pelos atos e atitudes.
Para mim, parece mesmo que foi ontem. E, as atitudes continuam sendo daquela “menininha” que carreguei no colo, levei à escola, dediquei cada segundo, não só como irmão, mais como um pai, ou responsável, sofri junto com a primeira nota baixa, perdi noites de sono por conta da paquera e do namoro, dei bronca quando precisou, aconselhei na hora certa e já nem sei se fui ouvido quando falei e fiz tudo isso. A menina que falo é Raquel, minha irmã, a que fez vestibular, que cresceu e que para mim continua sendo a doce Kekinha.

Poxa, como é difícil falar de coisas assim. Parece que foi ontem, mas não foi. Sinto o cherinho de bebê, mais passou. A soneca, que é sono. Os sonhos, às vezes pesadelo. Ufa! Tanta coisa tenho para contar, mas nem consigo elementos coesivos para montar o texto, um aperto no coração me acompanhou o dia inteiro, a ausência; não poder abraçá-la, por mais que tenha se tornado calada; perguntar se posso ajudá-la, tudo isso me ataca a alma.
A última coisa que ainda consigo expressar é que desejo muita paz, saúde, sucesso e o apoio que um dia esteve disponível e continua.



