Posts de Novembro, 2008

h1

O caderno, o livro.

Novembro 13, 2008

O caderno sempre teve um sentido em minha vida, assim como o livro. As metáforas da vida são expostas através das palvras, objetos, coisas etc. Uma delas, o caderno; aquele comprado com o dinheiro que seria destinado ao arroz, ao feijão ou coisa desse gênero. Dona Inácia (minha mãe) fazia questão de substituir, almejando a satisfação e necessidade dos filhos, pois para ela o sorriso com o caderno superava a falta ou a restrição do alimento.

São nítidas as lembranças do caderno em minha mente, e as palavras caprichadas em cada linha, mesmo p10100011quando o professor pedia que o gastasse, repetindo entre 150 a 200 vezes as palavras que não seguiam a ortografia, quanto desperdício. Já o livro, outro objeto escasso em minha vida. Mais uma coisa é clara, próxima a minha cama na casa da minha quase avó, havia um livro do Fernando Pessoa, os mais belos poemas que por vezes li; não tinha o cheirinho de novo, mas tinha um valor simbólico e sentimento que até hoje não sei calcular.

Outro encontro com o caderno aconteceu recentemente, quando ouvia o CD do Fábio de Mélo, no qual gravou a música O caderno, do Toquinho. Pensei está diante de uma nova canção. Só que se tratava de uma gravação recente, a qual havia sido interpretada por outros ícones da música brasileira, inclusive o Chico Buarque. Nossa! Aonde eu estava que nada disso vi? Ainda bem que a boa música permanece, e como novidade surge na vida de novos leitores.

Outra coisa que faz parte e preenche a ausência remota dos livros são os novos livros, novas imagens que contribuem na compreensão da vida, do ser. Falo agora não de um livro comum, mas de uma obra de arte assinada pelo Roberto Coura e o grande, admirável, Amador Ribeiro Neto que nos proporcionaram tão significante trabalho o Imagens & Poemas. Na ocasião do lançamento, tivemos a oportunidade de tão belo e agradável momento, me senti um personagem em meio aquele ambiente com a brisa batendo no rosto e companhia de pessoas adoráveis.

p10100102Recebi o mais carinhoso autográfo de toda minha vida, a sensação de que estava no paraíso, com o livro mais completo de todos os tempos, sem ordem, sem capa, mas com um espaço reservado a dedicatória. A busca por esta página, feita pelo autor, foi a demonstração de humildade que há muito não via. Atentamente, buscava no embaralhamento das partes do livro o espaço para deixar tão belas palavras, as quais nem sei se mereço.

Seja o caderno, o livro mais que sejam as metáforas de minha vida.

h1

Quando existe AMOR

Novembro 9, 2008

noites-de-tormentaOntem fomos ao cinema para vermos ao filme Noites de Tormenta, que estreou há alguns dias. Primeiro que o sábado para mim, ainda é um dia de compromissos, mas em respeito a vontade e felicidade da minha doce Rose, sempre concordo em dividi-lo. A primeira parte do dia dedico as aulas do Inglês e logo no início da noite estendemos às atividades culturais e, às vezes de entretenimento, das quais está a ida ao cinema, mesmo que seja em sala de Shopping.

Sabe aqueles filmes difíceis de se produzir em plena pós-modernidade? Daqueles que fazem retrô e noitesmostram o AMOR como antes? Pois é, fiquei muitíssimo emocionado com o filme estrelado por Richard Gere e Diane Lane. Esse sim, merece a nota máxima, não apenas por ser o estilo de filme que me agrada muito, mas por ser uma produção que torna verossímel os sentimentos de pessoas “normais”. Um filme que me arrancou lágrimas e instaurou em meu peito um aperto e na mente uma reflexão de como as pessoas estão diferentes atualmente, a exemplo de uma moça que, quando terminou o filme, murmurou: “se eu soubesse que era isso, não teria vindo”; poxa, a mudança de valor mudou, mas não pensei que seria tanto, o que se passa na cabeça de uma mulher assim?

Lá estava eu, reverberando cada cena, e o que estava por vir. Foi tudo tão emocionante que nem sei tornar em palavras toda a emoção que senti.

O filme mostra que quando existe AMOR as coisas, por piores e atormentadoras que sejam, de uma forma ou de outra há como ser feliz, principalmente se a verdade estiver acima de tudo. Como seria legal que as pessoas deixassem as aparências de lado e vivessem a vida sem tantos personagens, amando e respeitando o outro.