Olhar pela vitrine caracteriza a separação, separação de realizades. De dois mundos, duas pessoas, seja lá quais dois forem… As vitrines, as quais me refiro assumem significados mil também, primeiro as vitrines de Chico Buarque, aquela que surgia paralelo a minha vinda ao mundo que após quase três décadas a encontrei.
Outras vitrines que simbolizaram separações momentâneas, aproximaram-me de uma pessoa
linda, a qual formou comigo uma família pequena e amável. Falo da minha esposa Rose, mulher que mostrou o outro lado da vitrine,mesmo que real. Pessoa que faz de mim o homem mais feliz do mundo, por essas e outras que a amo tanto. Estamos na contagem regressiva para completar dois anos de casório, parece que foi ontem.
Enquanto do lado de cá observava as vitrines outras verdades vinham à tona, tornando verdade sonhos, ilusões… amigos que não eram amigos, colegas que não eram colegas, máscaras caídas, novas visões chegavam e, do lado de lá, as reservas se mostravam da forma mais plácida, pessoas doces que não almejei encontrar, pétalas em meio a espinhos que suscitam em mim a vontade de continuar.
Vitrines, oh vitrines! Traz contigo a paz, a verdade, a pureza de pessoas que verdadeiramente amam, amam mais que um dia, amam pra sempre. Despertam o desejo e a esperança da vitória, conduz ao caminho do bem, mostra que do outro lado existe sol, lua, estrelas e outros elementos que simbolizam o amor.
… por entre as luzes do olhar, pelas marcas deixadas na penumbra e a verdade que transpassa a alma me faz crer que ainda existe amor, afeto, respeito, ainda existe pessoa como você.
I love you forever, and ever!




