Posts de Setembro, 2008

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As vitrines

Setembro 28, 2008

Olhar pela vitrine caracteriza a separação, separação de realizades. De dois mundos, duas pessoas, seja lá quais dois forem… As vitrines, as quais me refiro assumem significados mil também, primeiro as vitrines de Chico Buarque, aquela que surgia paralelo a minha vinda ao mundo que após quase três décadas a encontrei.

Outras vitrines que simbolizaram separações momentâneas, aproximaram-me de uma pessoa linda, a qual formou comigo uma família pequena e amável. Falo da minha esposa Rose, mulher que mostrou o outro lado da vitrine,mesmo que real. Pessoa que faz de mim o homem mais feliz do mundo, por essas e outras que a amo tanto. Estamos na contagem regressiva para completar dois anos de casório, parece que foi ontem.

Enquanto do lado de cá observava as vitrines outras verdades vinham à tona, tornando verdade sonhos, ilusões… amigos que não eram amigos, colegas que não eram colegas, máscaras caídas, novas visões chegavam e, do lado de lá, as reservas se mostravam da forma mais plácida, pessoas doces que não almejei encontrar, pétalas em meio a espinhos que suscitam em mim a vontade de continuar.

Vitrines, oh vitrines! Traz contigo a paz, a verdade, a pureza de pessoas que verdadeiramente amam, amam mais que um dia, amam pra sempre. Despertam o desejo e a esperança da vitória, conduz ao caminho do bem, mostra que do outro lado existe sol, lua, estrelas e outros elementos que simbolizam o amor.

… por entre as luzes do olhar, pelas marcas deixadas na penumbra e a verdade que transpassa a alma me faz crer que ainda existe amor, afeto, respeito, ainda existe pessoa como você.

I love you forever, and ever!

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White cat

Setembro 20, 2008

Defino o momento que vivo agora como White Cat, não de forma desordenada, mas por vários motivos que levam-me a tal.

A descoberta contínua da academia é mesmo um fator decisivo e importante neste momento, pois é nesse espaço de mão dupla que me encontro hoje e, com todas as farsas nela existente. Estou finalizando a fase do tão sonhado Mestrado que ao final me trouxe também decepções, principalmente quando descobrimos que o belo não é tão belo, que o branco não é tão branco, nos quais as marcas escuras quebram o encanto e mostram a dura realidade.

As palavras usadas que carregam ofensas, servem como alfinetes que furam a alma, dissipa os sonhos ferem a fantasia do AMAR, coisas assim que me fazem acreditar que o meu Victor Hugo, denominado anteriormente como White Cat é um exemplo de que o animal irracional nem sempre é incompreensível, enquanto a racionalidade dos humanos quase sempre falha. Como a Rosângela costuma falar, “quanto mais conheço as pessoas, gosto mais do meu gato”.

O cat sim, soube acompanhar o desespero, as angústias, sem ofender um único instante.

Volto ao Dialogando para tornar público alguma coisa que já não posso conter, principalmente quando o sangue mantenhe-se vermelho, uma vez que o vírus da frieza e insesatez não conseguiu me atingir. Quero viver, viver o que sonhei não o que impõe ao sonho…. quero ser livre, mesmo que o branco seja marcado por manchas vis de pessoas duras. Quero que a dureza das pessoas sejam acalmadas quando vistas na dor, passando por realidades que jamais viveram, não como castigo, mas como prova de que a vida não é fantasia ou uma casinha construída de doces, mas o amargo a recheia.

Quero sonhar com um branco mais branco, com a pureza mais pura, com verdades que façam crescer seres humanos reais. Talvez isso aconteça mesmo apenas com o White Cat.