Ontem, dia dos pais estive com o meu pai em Pilõezinhos, cidade a qual me refiro no título. É estranho olhar um coisa que já vimos a muito tempo, sendo que agora com outra perspectiva e poder refletir sobre, principalmente quando não estamos presos a sentimentalóides impregnados por pessoas vis ou até mesmo alienadas.
Poxa, mais não quero aqui desabafos nem lamúrias de épocas remotas. Apenas me posicionar no que diz respeito a coisas visíveis e que não podemos evitar.
Bom, as comemorações do dia dos pais foi agradável, revi todos os membros da minha família e, diga-se de passagem enorme. Estávamos todos reunidos, inclusive os irmãos que por terem suas novas famílias ou passarem a semana longe dos pais se reuniram todos ontem.
A primeira filha que é uma pessoa linda em todos os aspectos a Cris tem uma filhinha que possui uma independência inata; meu irmão Beto, não sei como explicar tanta duplicidade numa mesma pessoa, não sei como ele consegue tal façanha; o terceiro da prole sou eu, falar de si mesmo é complicado… acho que na medida do possível sou bacana e já dei muita preocupação no que tange a teimosia, talvez seja até hoje; vem em quarto lugar, seqüencialmente a Paulinha, nunca vi tanta sensibilidade junta, é um boa menina; na seqüência vem Maria, geniosa; tem o Carlos, o protegido da mamãe que dos sete tem aprontado umas e outras e por último tem a caçula Raquel que único defeito o qual não consigo entender é namorar uma pessoa insensata. Tudo isso para dizer que o “Totinha”, nome carinhoso que meu pai recebeu é reponsável por ter concedido a todos uma oportunidade de estar para a vida ou tentando vivê-la.
Cidade, por quê? Posso responder ou simplesmente pedir que vejam a foto que consegue mostrar todo o território urbano. Ou então tentar compreender o porquê de não comportar seus frutos. Para meus pais é um lugar ideal, para mim não posso dizer o mesmo; sem mágoa nem ressentimentos afirmo de coração que a pequena Pilõezinhos já não comporta seus filhos. Como se explica o fato de um pouco mais de cinco mil habitantes dar a um território nome de cidade, se ao menos não tem sequer um hospital?. É angustiante ver seu ninho ofuscado por mercenários usurpadores que recebem salários exorbitantes para governar a “cidade”, a qual permanece um vilarejo. Sem falar da mediocridade de algumas pessoas que dizem representantes da cidade, fala sério.
Estaria sendo hipócrita se acreditasse nisso ou fosse conivente com essas peripécias que aferem a cidade. “… eu sou apenas um rapaz latino americano, vindo do interior…” mas, não sou obrigado a participar de certas presepadas.
Ainda sim, restam-me coisas na pequena Pilõezinhos. Coisas resumidas, minha família (Pais e irmãos) e alguns que merecem minha consideração que não vou citar por questões pessoais e uma última coisa a esperença de que tudo isso um dia possa mudar.




