
Ética, ética, ética…
Maio 10, 2008Já não suporto mais tanta farsa na academia, até pensei que estivesse louco, ou quem sabe, ficando. Estou em fase final do trabalho de mestrado e uma das coisas chatas dessa fase é ter que cadastrar no Comitê de Ética o projeto. Ufa!!!
Agora estou um pouco aliviado e posso falar sobre o acontecido. Claro, sem esquecer das palavras de consolo que segundo minha orientadora seria a santíssima trindade da academia, vê se pode! Ah, as palavras seriam coragem, disciplina e dedicação. Help!!
Por falar em orientadora, ela tem sido muito mais que isso, uma vez que me suporta sempre. Quando penso em chorar, em desespero, uma doce voz me acompanha, dando a força e apoio necessário. Se não fosse essa jóia rara, nem sei o que seria de mim e, agora não quero pensar nisso.
Voltando a tal ética. Essa é uma questão delicada, pois enquando estou me desdobrando em dois ou mais para dar conta da pesquisa, outros estão na onda do CTRL C CTRL V; plagiando trabalhos alheios. Mantendo a honestidade vale apena tantas horas de feitura e organização do material da pesquisa.
Em um contexto pós-moderno, nem sei como categorizar tal coisa, se bem que nesso aspecto, o ET da questão sou eu; já que uma das características desse sujeito é assumir várias identidades, inclusive do falso pesquisador. Me contento com o trabalho digno e angustiante que a academia nos proporciona.
Afinal, é você contra você mesmo!



O trabalho acadêmico é um trabalho solitário mesmo. Não diria que somos nós contra nós mesmos, mas que somos nós frente a frente com o que sonhamos ser. O tudo ou nada na academia é um fato e devemos enfrentar isso de cabeça erguida, muita aspirina (porque haja dor de cabeça!) e avante!!
Estou aqui, amor! É só gritar que eu irei correndo