Em 17 de dezembro de 2004 estava aquele fruto da mais simples árvore, coberto de um tecido acetinado e recheado de uma vontade e sonhos.
Tudo estava tão maravilhoso que não enxergava um centímetro além da emoção de receber o título de Licenciado em Letras; tudo fascinante que chegava a se encher de aroma e tão delicado perfume de um possível sonho.
No jardim não só as rosas de todas as cores, mas os espinhos dificultavam o acesso ao néctar. Tão sublime era a vontade de chegar ao ápice, mas tão delicado estava o ser com apertos no peito, aguardando o momento para brilhar nem que fosse por um único minuto.
Ali fazia o momento de glória, de superação e dor.
Chegar a calçada da fama era quase que impossível quando não tinha sequer a areia que a sujava. Momentos marcantes e também significativos, ao ponto de virar os olhos e enxergar cada espinho, pedra que elevava a dificuldade de marcar no cimento fresco o registro de alguém.
Da calçada da fama volta, na figuratividade de outra importante peça, considero.
As flores se repetem, um tanto diferente, mas acho que com a essência de um sonho que ainda existe. Ah, com a certeza de que a marca lá está, não na calçada e sim numa placa.
(…) e o sonho cotinua (…)



