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Cenas Impactantes

Fevereiro 6, 2008

Convencionou-se que o ano só começa após o Carnaval e, infelizmente, tenho de concordar. Claro, sem me acovardar e não falar, destilando o veneno e culpando a estrutura do país. Em um país que se preocupa com educação, saúde, cultura, economia; será que dá tanta importância a uma festividade como essa?

Analisando pelo social, podemos comprovar que essa é uma festa que agrada muita gente, principalmente aos excluídos, socialmente que, nessa época encontra sua tribo para comemorar, fazendo tur da farofa nas praias, invadindo o espaço dos outros, usando disfarce para expressar o que fica preso durante o ano inteiro… entre outros eventos que se for pensar, talvez estrague a essência, ou perca características inteligentes.

Enquanto rola a farsa, outras coisas na vida real acontecem. E não precisamos ir muito longe, não. Até mesmo vendo uma criação literária, verificamos tais coisas. Aqui em casa não gostamos desses festejos, mesmo sendo casado com uma pernambucana que cresceu vendo os bonecos de Olinda. Durante esse tempo que pára, ficamos em nosso ap, tendando ler, organizar atividades da pós, além de juntos assistirmos alguns vídeos e, nessa seleção posso acrescentar os provocantes Cenas da vida e Páginas de uma vida. Duas produções encantadoras. A primeira fala do sonho de dois jovens, onde Robin queria se tornar um escritor de sucesso e Dayanna queria se tornar tão famosa quanto a mãe que também havia brilhado como atriz de teatro. Como tudo tem seu preço, ou pelo menos são cobrados por ele. No filme percebenos o lado negro que envolve fama, poder, sucesso….

…enquanto que no segundo, em sua descrição do gênero dizia que era um romance, estava mais pra tragédia e drama. Contudo, foi uma excelente escolha.

A questão é: Até quando vamos compactuar ou presenciar coisas desse tipo, que ofuscam o crescimento intelectual das pessoas, impedindo que expressem algo que construa e, não fiquem apenas no contexto de um país emergente????

Que o inconformismo afete essa população, passando e enxegar o que está muito perto de nós.

4 comentários

  1. Muito bom! No carnaval, tenho a impressão que até a nossa mente é obrigada a parar. Que lástima..

    Bjão!


  2. JOAO

    A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
    Carlos Drummond de Andrade


  3. Acredito que agora, pós-carnaval, a gente começa aquela contagem regressiva até o ano novo…
    Bom mesmo é viver!

    Abração!
    Brunø


  4. Incrível, não é, Paulo?!

    Não poderia existir um símbolo mais adequado para representar tal período do ano. A máscara é, certamente, aquilo que lhe representa melhor, mas acho que o movimento real é o inverso do praticado, refiro-me ao fato de perceber o quão mascaradas são as pessoas durante todo ano e, por alguns poucos dias de carnaval “tiram” suas máscaras mostrando o que são de verdade.

    Conheço muitos que se mascaram durante o ano inteiro e que neste período põem outras máscaras para mostrarem quem são de verdade!

    Quem bom que destes não fazemos parte!!!

    Abração, amigo!!!!



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