Posts de Novembro, 2007

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Correria… ou sonho?

Novembro 25, 2007

 

[...] hoje o dia foi marcado pelo início do vestibular da UFPB, com provas referentes ao primeiro ano. Dei uma carona para meu cunhado Rogério, que está submetendo-se ao exame pela primeira vez. No percurso, tudo tranqüilo, ou quase; quando nos aproximamos do campus, nossa! O engarrafamento estava daquele jeito, depois de quase vinte minutos conseguimos vencer um trânsito que tinha em média três quilômetros até o acesso ao ambiente da prova.

Aquele vai e vem de veículos, pessoas faziam do espaço por instantes um pedaço de mim, ou fragmentos de luta de qualquer acadêmico. Alguns com cara de nerd, outros ainda verdes criticando “o nerd” que ali passava.

Eu, pensando com meus botões, nesse exato momento minhas irmãs Maria e Raquel estão buscando… tentando ocupar seus lugares por direito. Hum! Não demorou muito, após o tempo dedicado a prova, ligo para o interior, querendo notícias e comentar sobre a prova, daí a decepção. A minha amada irmã Maria, a qual estaria concorrendo a uma vaga no curso de Psicologia, simplesmente atende o celular, dizendo que não foi às provas. Nesse momento a angústia doeu em mim, meu esforço e incentivo foram lançados ao vento.

Como falava Shakespeare, não importa o quanto você ame uma pessoa, ela sempre vai magoá-lo, resta-nos a força do perdão.

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Amigo, verdadeiro amigo!

Novembro 10, 2007

 

Quando ainda me retratava as características “Pollyanna”, achava que todo e qualquer ser poderia ser meu amigo; tudo era parte de um conto de fadas com final feliz. Quando o teto caiu sobre minha cabeça, achei que naquele momento nada valeu à pena, principalmente quando o encanto se quebra.

O encanto comigo até que demorou a se quebrar, mas quando aconteceu passei pela pior fase, aquela da generalização, medo da aproximação de outras pessoas, de ser magoado outra vez… errando até mesmo com aqueles que nunca deixaram de ser verdadeiros amigos, claro, sem magoá-los, mas, o fato de me afastar deles já era uma forma de distanciamento e mágoa.

A surpresa é que na última quarta-feira, recebi um telefonema, por volta das 22:30h; estranhei quando o telefone tocou, ao falar alô… não reconheci a voz da pessoa do outro lado; quando ela disse: Não está reconhecendo a voz? Dai, falei: Não, no momento não. Que emoção, quando cai em mim, era o meu amigo, verdadeiro amigo. José Teotônio Primo Júnior, meu “Júnior”, tanto tempo havia passado e eu achava que o sentimento de amizada já não me pertencia mais, naquele momento meu teto caiu e, percebi que além dele ainda existiam outros verdadeiros amigos, os quais posso contar nos dedos da mão; a exemplo da Julie.

Era tudo que precisava ouvir, para que minha felicidade voltasse a ser completa; pois tenho uma esposa que amo muito, trabalho e estudo na área que gosto. Agora só faltava perceber que ainda tinha amigo, amigo de verdade.

Júnior, esse nome que representa o nome de outra pessoa, ou homenagem. Para mim é muito mais que isso… significa a verdadeira prova de amizade, respeito, compreensão, tudo que uma pessoa precisa conhecer sobre amizade. E, quando achava que meu conceito de amizade havia se quebrado, não tinha mais sentido, eis que chega, renascendo das cinzas feito a fênix, meu AMIGO. Aquele que riu comigo na felicidade e que enxugou a lágrima quando estava triste.

Isso sim, é um presente de Deus! Saber que mesmo à distância existe alguém que torce pelo seu sucesso e crescimento; revitalizando em nós um sentimento quase esquecido.

 Obrigado Deus por tão valioso presente.

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Marcas

Novembro 2, 2007

Lendo a Rose, percebi o quão comercial se tornou esse dia, que, às vezes, acabamos por adentrar nesse comércio. Reservar um dia aos mortos é mesmo uma forma de lucrar, pois quem ama os tem na memória de longo prazo, jamais serão esquecidos.

As lições que eles deixaram ficarão para sempre em nossas mentes, principalmente, quando essas pessoas partem e nos deixam marcas; marcas que nem o tempo consegue apagar. Servem de reforço para continuar a viver, acreditando naqueles valores que nos forma repassados.

Os meus avós maternos são exemplos idos de perseverança, só não posso dizer que eram desprendidos dos materiais, aliás, minha avó “Dôra” sim, enquanto meu avô Manoel gostava de falar dos bens materiais adquiridos, se bem que nem foram tantos assim, pelo menos não lembro.

Que suas almas descansem em paz, trazendo harmonia a todos.