Posts de Outubro, 2007

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Caminho solitário

Outubro 31, 2007

Não adianta reclamar, pedir ajuda, se aperriar, estressar…. nada além de você ter um grande caminho a trilhar e chegar a feitura de um trabalho acadêmico; às vezes, a solidão nos fere, trazendo marcas que ficarão pra sempre em nossa memória; marcas que podem ser boas ou ruins. O mais importante é chegar ao fim e perceber que tudo deu certo.

Ler, ler, ler… e não encontrar sentido no que o autor fala, é como se nosso juízo não processasse absolutamente nada. Ufa! Ser pesquisador é abdicar de tudo ou quase tudo para a realização de um trabalho que muitas vezes vai parar na estante de uma biblioteca.

Vygotsky tem contribuído muito, como também me tirado o resto de sanidade que achava que tinha. Tudo isso para situar o bendito interacionismo sociodiscursivo.

Uma coisa é certa, se me sobrar algum juízo, tudo valerá a pena, uma vez que a alma não é pequena.

Fui…

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Anti-social, eu?

Outubro 21, 2007

Pensei que nesse fim de semana pararia na melancolia, uma vez que fez aniversário da morte de minha avó, mas a Rose me passou a tarefa de responder a seguinte pergunta: Você é anti-social? Então vamos lá!

Hummmm! Vejamos. Um dia sonhei que seria presente na vida das pessoas, fazendo-as felizes; em outro percebi que aquilo não passava de um sonho. Daí, surge a resposta com alguns questionamentos: Como ser social, se ainda temos o egoísmo predominando nas pessoas? Enquanto, alguns sonham com o bem comum, a maioria só pensa em seus problemas. O tempo me trouxe respostas dolorosas, mas necessárias, me fazendo uma pessoa anti-social, se bem que ainda acredito na vida em sociedade, cumprindo e respeitando o direito do outro. De uma coisa tenho certeza, o anti-social me atingiu, não em grande escala, mas numa proporção que já é notável, infelizmente.

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15 anos!

Outubro 21, 2007

Quinze anos é a representação da debutância, quando a mulher chega à “independência”, ou quase; considerando que o amadurecimento é sua companhia; esse é um fato concreto, pelo fato da mulher ter a maturidade consagrada.

Nem sempre esse número é símbolo de independência e ícone para uma pessoa; falo dos 15 anos da ausência de minha avó, a incentivadora da carreira acadêmica do neto. Em 21 de outubro de 1992, quando ainda via os pássaros voarem, as cigarras cantarem e os outros animais caminhando pelas trilhas daquele ambiente bucólico, com liberdade digna; onde, aparentemente, reinava harmonia; ou na ingenuidade de uma criança, que acreitava naquela situação.

Tudo parecia tranqüilo, mas aquela pobre mulher suportava nos ombros a responsabilidade de uma casa, submissa as ordens do marido, aos cuidados dos filhos, sem contar com as adversidades que sempre aconteciam devido as andanças dos seus filhos.

Mulher guerreira que sempre compartilhou suas alegrias para cuidar dos parentes, com a preocupação de vê o crescimento dos seus netos.

Lembrar dela é como buscar energia na fonte, ressuscitando a vontade de crescer e acreditar na vida, mesmo que sua matéria não seja parte desse mundo, ficando apenas na memória. Essa recordação me deixa melancólico, porém fortalecido para continuar na luta para realizar o sonho.

Aonde a senhora estiver, saiba que estou orando, pedindo a Deus pelo descanso eterno.

Enquanto a senhora viver em mim, estará viva a esperança pela busca da felicidade.

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Hipocrisia aos professores!

Outubro 15, 2007

Não tenho nenhum interesse ou incentivo a falar sobre esta data, mesmo estando na profissão a um pouco mais de 10 anos. Não há o que se comemorar, quando ainda somos reconhecidos pelo mísero salário que recebemos, além de outras adversidades.

A questão é: Será que vale a pena ser professor?

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Ruminar ou reverberar? Eis a questão!

Outubro 10, 2007

Duas sentenças lingüísticas difíceis e complexas para se entender, ou pelo menos complicadas quando atribuída a um contexto incoerente. Uma coisa aprendi, ruminar refere-se a ficar na mente algo ruim, relembrando episódios desagradáveis; e reverberar é ficar relembrando algo legal, um acontecimento proveitoso.

Mergulhado num mar de incertezas e decepções, quade deixo de acreditar que ainda podia existir benevolência nas coisas ou pessoas, felizmente, os anjos que me acompanham na vida me mostraram que ainda é possível florescer, basta querer ou enxergar qualidades nossas em alguém.

Ainda acreditando nessas qualidades que talvez encontradas nas pessoas, pude perceber que as frustrações não tiraram de mim o bom sentimento de querer o bem do outro, mesmo que me desejem o contrário.

Reverberando situações assim, encontrei num espaço que reúne seres distantes com propósto comunicativo, é o caso da blogosfera, onde pude encontrar pessoas que comungam de textos legais, capazes de promover reflexões e valorizar a pessoa que está do outro lado, deixando uma mensagem de PAZ.

Pode conferir os linkados por mim… heheeheh

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Tempo, time, tiempo, sei lá…

Outubro 10, 2007

Às vezes, paro por alguns intantes, pensando no meu papel, enquanto ser, isso… ser humano, aluno, professor, cidadão, esposo, mestrando, leitor, sei lá quantas acupações que me são atribuídas e, confesso que não consigo respostas sólidas para alguns desses questionamentos. Daí, surge o consolo de que o tempo é capaz de nos dar a melhor resposta e… acredito nisso, muito mesmo.

Quando criança, na região rural, onde moram meus pais até hoje; observava atentamente o comportamento da minha avó materna com todos os afazeres, simplesmente para agradar ao meu avô, alí via os seus cabelos brancos, ou cinzas como falam os americanos. Achava uma imagem bela, sonhando em um dia ter os cabelinhos brancos que recobriam a cabeça daquela humilde mulher; não sabia, que aquele branqueamento era fruto de vários fatores, principalmente de preocupações e estresses… coisas que acompanham algumas das atribuições que tenho hoje, depois de me tornar um adulto, ou será que o tempo passou tão depressa?, que nem percebi sua passagem súbida por mim, deixando apenas suas marcas, ou ainda o início de suas marcas. Estou falando do primeiro fio branco que percebi em minha cabeleira que já não se compara com os fios lisos e escuros que tinha até uns 13, 14 anos.

Daí, vem a pergunta: O que está acontecendo? Mais já?! Tenho meus bem vividos 26 anos e já me persegue o pioneiro dos muitos fios brancos. O que ando fazendo para que surja tão rápido? Conversava com a Rose, minha bela e amada esposa… será que as leituras, atividades, provas, livros, dissertação… estão me proporcionando esse sinal??? Tenho que aceitar que já não sou mais o menino de cabeleira lisa, caída nos alhos, os hormônios foram e são responsáveis por tantas mudanças, inclusive a de mudar a cor dos cabelos, mas tudo bem, além do mais a sociedade aprova, dizendo que fios brancos no homem é “charme”, não tinha pensado nisso, mas se serve de contentamento vou acreditar.

Agora percebo que o tempo pode me responder… Pelo menos, convencer de que não estou louco, ou sordidamente solto nesse contexto temporal. Quero acreditar que, juntamente com os sinais do tempo, venham também as realizações dos sonhos, uma vez que sonhos são permanentes, alguns são adiados mas, nunca esquecidos.