Aos dois de junho estou sentindo o cheiro da terra molhada, não com o mesmo aroma da minha antiga residência, falo da zona rural, onde moram meus pais. Sentir que o inverno chegou, a farta comida típica de milho, os rojões, foguedos, fogueiras… são tantas recordações que nem sei como mencioná-las.
Quando criança tudo isso era mais intenso, principalmente, quando nos encontravámos na casa grande do meu inesquecível e amado avô, Manoel. As novenas que celebravam os santos católicos reuniam muita gente, amigos, parentes, vizinhos e a família é claro.
A minha querida Pilõezinhos, sede dos fogueteiros e radiante por natureza, minúscula na população, mas enorme na qualidade daqueles que sonham em um dia ser mestre, doutor… a exemplo da orientadora de minha esposa a Genilda Azerêdo e irmãos.
A pequinez de alguns não é referência, por isso, não farei menção. Se não é significante nem precisa ser lembrada.
Acredito na força da esperança de que um dia, além de TERRA dos dedicados aos estudos seja também um cidade símbolo de distribuição e divulgação dos saberes, tornando cada um complemento de felicidades dos seus lares, deixando os pais felizes como os meus.
Como não se pode ter tudo… estarei aguardando o tempo que esses sonhos aconteçam, ou talvez aconteçam sem que eu esteja presenciando tal fato.
Poxa!!! Será que estou querendo muito da pequenina cidade??? Talvez até seja, mas quero acreditar que as pessoas tenham sonhos, caso contrário nada será possível.
Que venham as comemorações juninas, trazendo alegrias aquele povo, reavivando a vontade de crescer e possibilitando realizações.