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Era uma vez…

Abril 9, 2009

De volta ao mundo virtual blogueiro, agora com um peso ainda maior. Acabo de receber da academia o título de Mestre. Foram tantas angústias, dores, lágrimas derramadas e noites mau-dormidas; quase que se torna impossível a finalização do trabalho, mas se assim o fosse não seria digno tal título, todos os apertos serviram de sustento e fortaleza, sobrevivi. Estou de volta para contar, é muito bom bom poder contar…

Mergulhado na dor, a vida me sorriu com o propósito de vitória, foi assim que um dia acreditei na liberdade de um pássaro, não um pássaro qualquer, mas aquele denominado por uns beija-flor, por outros colibri e, pela minha eterna professora Zelita (In memorian)… os dois. Foi em 1995 que ouvi as mais belas metáforas quando na aula da professora citada leu um texto “O beija-flor e o colibri”… então, todos os voos alcançados e batidas de suas asas me fizeram acreditar ainda mais em meu trabalho e dedicação.

Como a academia me magoou e me feriu, mas não conseguiu me afastar.

Quero poder voar ainda mais, acreditando que existem pessoas melhores e, que com certeza encontrarei nesse ambiente… aliás, já encontrei.

Vivamos a liberdade!!!!!!!!!!!

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Academia

Fevereiro 4, 2009

Pode parecer que vou falar da brincadeira de criança ou mesmo da homenagem que a brincadeira recebeu da Rose, mais quero falar da academia que é sonho de muita gente após passar pelo vestibular.

Ontem voltei às aulas da UEPB, na qual sou professor de Língua Portuguesa nas turmas de quarto ano, além de uma complementação em Leitura e Produção de Textos, praticamente turma de feras. Contei com a recepção de ex-alunos e alunos veteranos, os quais fizeram questão de falar, apertar a mão, elogiar… coisas que alunos especiais como aqueles poderiam fazer.

O que mais me chamou atenção foi o olhar atento para cada palavra que eu falava enquanto apresentava o programa e cronograma das aulas. O reconhecimento por parte dos alunos é a coisa mais importante nessa profissão que escolhi há um pouco mais de 12 anos. Uma fala me deixou inquieto: “não queria fazer Letras, na verdade queria fazer Psicologia, mais como sou muito novinha, minha mãe não autorizou morar sozinha em outra cidade, então fiz Letras mesmo”. A aluna falou com tanto desdém que tive vontade de arremessá-la pela janela.

Não contive o desejo de falar: – A idade até pode influenciar na sua decisão, mas na do colega que você atravancou não acho correto, pois aquele que estava na lista de espera poderia ter obtido classificação caso vc não tivesse em seu caminho ou quem sabe assumido a vaga se vc não tivesse ocupado. A seriedade deveria ser amadurecida nas pessoas desde cedo para evitar esse tipo de coisa.

Isso não é tudo. O pior são as pessoas que assumem cargos sem ao menos conhecer as resoluções do curso, tomando decisões onde não deveriam se meter, a essas coisas deposito todo meu desprezo e insatisfação.

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Deu branco

Janeiro 25, 2009

Aquelas situações que nem Freud explica, quando dá branco. O branco (sentido mais literal de esquecimento) na hora que precisa falar, expressar o pensamento. Caramba! Em uma das apresentações de monografia, um aluno simplesmente fala: – Deu branco, professor! Os participantes da banca foram agradáveis por demais, coisa que nem sempre acontece, uma vez que essa característica se torna rara depois da academia.

Estávamos assistindo ao filme Ps: Eu te amo, até agora o branco permanece em minha mente, não entendi ainda grande parte, permanecendo um branco invasivo.

Como estou falando de branco. Pois é, acabou de rolar um novo branco.

Até breve!!!

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Benjamin Button

Janeiro 16, 2009

Tudo aquilo que foge ao modelo “normal” da sociedade, foge também do controle, mostra-nos que não estamos preparados para o diferente, estranho, principalmente se não condiz com o modelo de beleza estabelecido pela hipócrita sociedade na qual vivemos.

poster_193511O curioso caso de Benjamin Button é um exemplo disso, mesmo que ficcional. A narrativa trata de uma criança diferente que nasce velha e vai rejuvenescendo ao passar dos anos, tendo que conviver com o abandono, a perda, a dor da guerra e, principalmente a de não encontrar o amor no tempo cronologicamente propício, uma vez que tende a desaparecer com a juventude. A adaptação do conto do autor norte-amaricano F. Scott Fitzgerald traz Brad Pitt no papel de Benjamin Button, o qual não considero grande ator, mais nesse filme até que gostei de sua atuação, merere um crédito. O que mais me chamou a atenção foi a atuação da fabulosíssima Cate Blanchett, como não é novidade não farei cometários, evitando cometer algum deslize.

O importante é a essência do filme, e que vale muito a pena conferir.

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Espaço

Janeiro 14, 2009

area-do-quadradoMatematicamente falando cada metro quadrado comporta nove pessoas, ultimamente esse cálculo de proporcionalidade tem mudado. Segundo alguns autdoors aqui em João Pessoa anunciaram que o Manaíra Shopping ocupava a segunda posição em área quadrada, ou seja, o segundo maior Shopping do nordeste.

Em contrapartida, o espaço que seria para nove pessoas é ocupado por quinze ou mais, sem falar da falta de educação e noção de espaço daqueles seres vivos que invadem tal espaço. Por falar em espaço, recordo-me da 09odiaúltima vez que lá estive, na segunda-feira, a fim de assistir ao filme O dia em que a terra parou com Keanu Reeves, presenciei ao ataque de famintos, tanto na tela quanto na platéia, um bando de desavisados, querendo aparecer com suas pipocas, refrigerantes, falando alto, ao telefone celular, uma loucura. E o pior é que a sala estava lotada de seres ofensivos, até pensei que a essência do filme alertaria ao menos alguns, mas ao ouvir uma sentença mal formulada do tipo “vamos ser destruído por traça de ferro”, sinceramente volto ao que comentei antes, são mesmo seres vivos, uma vez que o estágio de humano ainda não os alcançou.

O espaço terrestre pede socorro, mas ouvidos não são dados. Hoje quando voltava da academia encontrei com um senhor furioso com a quantidade de lixo espalhada pela rua, daí murmurou “não sei aonde vai parar”. Concordei com ele, notando que ele não contribuía com a sujeirada, falando: realmente, são muitos destruidores e poucos construtores, essa nação piora a cada dia. O que fazer????

O espaço é meu, seu e nosso!

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ImPaCiEnTe

Janeiro 13, 2009

Na ansiedade que já me é peculiar, desde que passei a fazer minha pesquisa de Mestrado que a cada dia acentua ainda mais, tenho mergulhado em ondas cortantes, à espera das correções da orientadora. Tudo isso me deixa apreensivo, um aperto no peito e na alma.

Fico impaciente com o dever não cumprido, somos cobrados, enquanto isso quem cobra, sabe apenas cobrar e não está nem aí para o cobrado. Sinto que uma grande capa ou fórmula mágica me deixa transparente, não há como esconder insatisfações a esse tipo de gente.

Impacientemente vou começar a leitura do livro Coração de tinta, espero viajar na magia de cada página, talvez assim, esqueça outros problemas que destroem minha juventude.

Quando ouvimos o audiobook da Lya Luft, tanto eu quanto a Rose fomos elucidados pelo trecho: eu levo a sério ser sério; essa frase ficou reverberando e sinto como é difícil encontrar seriedade nas pessoas, a extinção dessa qualidade é preocupante.

Essas coisas me deixam impaciente.

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Be happy!!!

Janeiro 12, 2009

Então, a chegada de 2009 foi para mim muito especial, aliás, continua sendo. São tantas provas de carinho de pessoas próximas e distantes que já não via há muito tempo; foram alunos, ex-alunos (que para mim continuarão sendo), a formatura de duas turmas do semestre 2008.2, a companhia constante da Rose. Bom, essas coisas têm me tornado mais feliz.

Sábado dia 10, fomos à festa de formatura dos meus alunos, turma acima atgaaababa11jnb34jukjqsu6v4n7ylmo3cxwcxckuaoc5cpbsktztaqxgn90potimseei20fgsvr96sb2kud476vtmiajtu9vdejknla7tjtoxf7mxzzgqsc8svnwmencionada. Foi tudo tão especial, e pensar que há quatro anos atrás eu que estava na situação deles, precisamente em dezembro de 2004 recebia das mãos do reitor da UEPB o comprovante oficial de graduado em Letras, foi emocionante e não escondi em nenhum momento, nem conseguia, pois a emoção estampava a face. Entre risos e lágrimas sabia eu que não parava alí, veio a pós, o mestrado (quase concluído). Mais, está entre meus alunos, vendo a emoção em cada rosto, a lágrima que sutilmente rolava no rosto de alguns e, principalmente dos pais me fez perceber e o quanto sou importante na vida atgaaadxhdz9so2fnvctrwn6dqnnuckflmrnqhi-anuf7rjhw0ohtf5a83ofjovjs4wmkrjcqa2uuablhnu0vkn74ilxajtu9vceyuzmtydrrmsxpoae_3o8gxqvywdaqueles que não mediram gestos e palavras para agradecer a minha presença na festa.

Até tentei desfarçar, mas não consigui. Em meio aos aplausos e sorrisos, a descida na escada acompanhados de suas mamães, papais, namorados(as), amigos(as) a emoção deles era contagiante e, saber que estavam felizes com minha presença, não sei como expressar.

atgaaadxounmyft0dmlhf-s_yks-5uia3kcc04d-ojfm0msjwqyooraswbeiw_fm1d7ahvmr0zc_javyultdxcx48jqeajtu9vdvp45cleztsgeralfp5qlwdtvxxgQuero desejar aos formandos muito sucesso e que não parem, uma vez que não se trata de uma carreira estática, acreditem nos sonhos, lutem por eles, avante!!!

Outra coisa que merece destaque é a companhia constante de minha querida Rose e, para completar recebo um presente belíssimo que jamais pensei em tê-lo, a não ser em sonho. Sabe aquelas canetas tipo tinteiro, ponta de pena??? Isso. Recebi de presente, nem sei se mereço. Em meus sonhos interioranos, quando pict0224morava na pequena Pilõezinhos passava horas imaginando como seria tocar, escrever com uma caneta daquelas que, às vezes passava em comerciais de TV ou então, vinham em gravuras de jornais. A última vez que imaginei foi na sessão de Coração de tinta, daí… é… acabei de ganhar. Obrigado, minha linda!

Acho que era isso que gostaria de registrar.

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Seis coisas sobre mim

Janeiro 9, 2009

pict0049Falar sobre mim é uma tarefa bem difícil, nem sei se consigo. Esse desafio foi feito a Rosângela pelo Daniel Henrique, a Rosângela passou para mim e, aí vamos nós. Em um outro momento falei coisas e uma pessoa “engraçada” para não dizer absurda, sem conhecer a filosofia do meme comentou besteira, espero que não se repita.

A questão é elencar seis coisas aleatórias sobre mim, sendo assim entre virtudes e defeitos tentarei alcançar o desafio, então Rose, aproveite para aprovar ou apontar alguma que eu venha esquecer.

1 – Mudei. Antes acreditava mais nas pessoas, achava que tinha amigos, quando descobri que não era verdade sofri muito. Hoje desconfio das pessoas, dos risos ou coisas parecidas, claro que ainda há algum sentimento humano em mim, só não estou disposto a acreditar nas pessoas; uma aqui, outra ali, ainda rola.

2 – Decepção. Uma coisa leva a outra, a mudança no primeiro ponto está relacionada à decepção, uma vez que pessoas que eu acreditei magoaram imensamente, daí a decepção surgiu, desencadeando o distanciamento.

3 – Sonhador, às vezes inocente, por mais que as inocências sejam desfaceladas com o tempo. Sonho com o bem coletivo, com a salvação através das leituras…. coisas de acadêmico, é duro perceber que no fim é só vc contra vc mesmo.

4 – Apaixonado por livros. Agora que posso comprá-los, já não tenho espaço em minha parte do office, pois sempre que vejo um pertinente, quero comprar, antes namoro bem muito até me convencer de que será um amigo. A seção de CDs, DVDs e materiais escolares me fascinam muito tanto ao vivo, quanto nos sites, nos quais passo horas visualizando, aquele cheirinho de novo; poxa, que legal. Minhas últimas aquisições foram O assassinato e outras histórias do Tchekhov e Coração de tinta.

5 – Explosivo. Não sou fogo de artifício, mas sempre explodo. Tais explosões acontecem, principalmente quando pessoas tomam atitudes sem conhecer as leis, o regimento; acham que por estarem ocupando cargos ou posições podem agir de toda forma, arrogante, pedante, amostrada…. isso me tira do sério, se bem que já melhorei um pouco, mas ainda preciso tratar friamente esses vermes.

6 – Sou legal. Contrário da Rose, geralmente sou legal, compreensivo na medida do possível, educado até um limite, desde que não ultrapasse minha paciência que, às vezes tem um pavio curtinho.

Bom, acho que respondi, não sei se valeu ou alcançou os objetivos do Daniel Henrique e também da Rosângela.

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Ano Novo, Vida Nova!

Janeiro 4, 2009

Aqui estou eu, de volta ao mundo dos internautas.


Quero resgatar, rever, tentar ao menos o novo. Ano Novo, Vida Nova é uma forma repetitiva das pessoas dizerem ou até mesmo sonharem com a mudança, mudança que quero tanto. Quero estabelecer metas que possam ser cumpridas, amizades que sejam amizades, trabalho que seja trabalho, pessoas que sejam pessoas, para tanto uma coisa não muda, o respeito.

Falo de respeito não como moralismo, ou coisa parecida, mais de um respeito inerente a mim, aquele que cresci com ele, foi passado de pais para filho, aquele respeito que não vejo em muitas pessoas. É desse respeito que estou me refererindo, pessoas que respeitem a outra pelo simples fato de ser pessoa, independentemente do cargo que ocupa, da função que desempenha. Para mim respeito é isso.

Durante dois anos de vida acadêmica, falo da pós, serviram para muitas reflexões não só teóricas, mais existenciais. Como a academia é capaz de mudar as pessoas? Dependendo do ângulo teríamos várias respostas, mas não quero delongas a esse respeito, apenas frisar que foi nesse período que aprendi, principalmente com a dor. Mas, não só de dor vive o homem, nesse período aprendi a sorrir com as palavras, com os gestos, até mesmo quando as idéias não vinham, vi implicitamente o que pode me fazer feliz e, é por essa felicidade que lutarei dia após dia, debruçando-me em minhas aptidões e dedicando-me a elas e o resto confesso que não sei agora.

A autora que minha fonte de vida pesquisa já dizia “viver é muito perigoso” e, é nesse perigo constante que estarei, lutando contra as adversidades surgidas  e as angústias  que hão de surgir sempre.

Metas! Pois bem, não divulgarei aqui de forma elencada, mas diria que a principal é superar os obstáculos, dando prova de que é possível está entre os melhores sem perder a humildade e o respeito pelo outro. Uma coisa é garantia para alcançar tais metas, LER.

Ler é o verbo que define o que penso agora, em consonância a tal, falo do primeiro filme que vi em 2009, ontem O coração de tinta me levou às dimensões inemagináveis, ao irreal muito real, que me fez despertar e acreditar no que sou capaz e de querer o possível.

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Parece que foi ontem

Dezembro 4, 2008

Em quatro de dezembro de 1990, naquele lugarejo que habitava uma família simples e já formada por um casal e seis filhos, nasce mais um, aliás nasce uma menina. Menina que hoje completa 18 anos, a idade que perante a lei se torna responsável pelos atos e atitudes.

Para mim, parece mesmo que foi ontem. E, as atitudes continuam sendo daquela “menininha” que carreguei no colo, levei à escola, dediquei cada segundo, não só como irmão, mais como um pai, ou responsável, sofri junto com a primeira nota baixa, perdi noites de sono por conta da paquera e do namoro, dei bronca quando precisou, aconselhei na hora certa e já nem sei se fui ouvido quando falei e fiz tudo isso. A menina que falo é Raquel, minha irmã, a que fez vestibular, que cresceu e que para mim continua sendo a doce Kekinha.

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Poxa, como é difícil falar de coisas assim. Parece que foi ontem, mas não foi. Sinto o cherinho de bebê, mais passou. A soneca, que é sono. Os sonhos, às vezes pesadelo. Ufa! Tanta coisa tenho para contar, mas nem consigo elementos coesivos para montar o texto, um aperto no coração me acompanhou o dia inteiro, a ausência; não poder abraçá-la, por mais que tenha se tornado calada; perguntar se posso ajudá-la, tudo isso me ataca a alma.

A última coisa que ainda consigo expressar é que desejo muita paz, saúde, sucesso e o apoio que um dia esteve disponível e continua.