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Ética, ética, ética…

Maio 10, 2008
Já não suporto mais tanta farsa na academia, até pensei que estivesse louco, ou quem sabe, ficando. Estou em fase final do trabalho de mestrado e uma das coisas chatas dessa fase é ter que cadastrar no Comitê de Ética o projeto. Ufa!!!
Agora estou um pouco aliviado e posso falar sobre o acontecido. Claro, sem esquecer das palavras de consolo que segundo minha orientadora seria a santíssima trindade da academia, vê se pode! Ah, as palavras seriam coragem, disciplina e dedicação. Help!!
Por falar em orientadora, ela tem sido muito mais que isso, uma vez que me suporta sempre. Quando penso em chorar, em desespero, uma doce voz me acompanha, dando a força e apoio necessário. Se não fosse essa jóia rara, nem sei o que seria de mim e, agora não quero pensar nisso.
Voltando a tal ética. Essa é uma questão delicada, pois enquando estou me desdobrando em dois ou mais para dar conta da pesquisa, outros estão na onda do CTRL C CTRL V; plagiando trabalhos alheios. Mantendo a honestidade vale apena tantas horas de feitura e organização do material da pesquisa.
Em um contexto pós-moderno, nem sei como categorizar tal coisa, se bem que nesso aspecto, o ET da questão sou eu; já que uma das características desse sujeito é assumir várias identidades, inclusive do falso pesquisador. Me contento com o trabalho digno e angustiante que a academia nos proporciona.
Afinal, é você contra você mesmo!
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Um dia aluno, outro professor.

Abril 12, 2008

Em 17 de dezembro de 2004 estava aquele fruto da mais simples árvore, coberto de um tecido acetinado e recheado de uma vontade e sonhos.

Tudo estava tão maravilhoso que não enxergava um centímetro além da emoção de receber o título de Licenciado em Letras; tudo fascinante que chegava a se encher de aroma e tão delicado perfume de um possível sonho.

No jardim não só as rosas de todas as cores, mas os espinhos dificultavam o acesso ao néctar. Tão sublime era a vontade de chegar ao ápice, mas tão delicado estava o ser com apertos no peito, aguardando o momento para brilhar nem que fosse por um único minuto.

Ali fazia o momento de glória, de superação e dor.

Chegar a calçada da fama era quase que impossível quando não tinha sequer a areia que a sujava. Momentos marcantes e também significativos, ao ponto de virar os olhos e enxergar cada espinho, pedra que elevava a dificuldade de marcar no cimento fresco o registro de alguém.

Da calçada da fama volta, na figuratividade de outra importante peça, considero.

As flores se repetem, um tanto diferente, mas acho que com a essência de um sonho que ainda existe. Ah, com a certeza de que a marca lá está, não na calçada e sim numa placa.

(…) e o sonho cotinua (…)

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Antes de partir

Março 19, 2008

Após sair de casa para a UFPB e não fazer o que tinha programado, tiramos o restante do dia posando de turista ou de quem não tem outra coisa a fazer senão ficar o tempo inteiro no shopping. De forma inusitada, acabamos no cinema e vendo ao filme que intitula esse post. Que coisa interessante, emocionante, simplesmente fantástica.

Não contive as lágrimas e acabei por chorar muito, parecia uma criança desgarrada da mamãe; se isso aconteceu é porque o filme foi muito bom.

O filme trata daquelas coisas que sempre deixamos por último, ou quase nunca valorizamos. A questão é, ou as questões são: Você é feliz? Você fez alguém feliz nessa vida. E a reflexão nem preciso falar, pois arrancou todas as lágrimas possíveis.

Bom, sendo assim, recomendo que saiam da rotina e vejam ao filme. Vale muito apena conferir.

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Caminhando…

Março 17, 2008

Lá estava eu, buscando material sobre Augusto dos Anjos na Biblioteca Central da UFPB. Entre aquelas estantes, volumes, ácaros e outros; um lugar fabuloso, apesar de estar perdido entre tanta coisa legal, não conseguia encontrar o volume que procurava, mesmo estando com o número de chamada. Às vezes, me sinto um louco, acho que de fato, naquele momento era muito mais que isso. Pedi ajuda, ainda bem que fui atendido.

Não sabia como é difícil ser aluno que necessita do material da biblioteca e ter que procurar. Ufa! Na época da graduação não era muito difícil, considerando que a biblioteca não passava dos 40 metros quadrados. Já na Pós, tive o privilégio de ter todos os livros da minha pesquisa. Uma vez professor da UEPB, preciso de outras fontes, sabe??? Assim, a única solução é buscar na biblioteca, que saga!

Ainda bem que tudo deu certo.

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Eu…

Março 10, 2008

O Eu que não é a poesia de Augusto, mas que tem muito dele em mim, assim como em você.

Que Eu sou? Não sei.

Pra onde vou? Para algum lugar.

Incertezas? É uma constante.

Que sociedade? A mais vil possível.

As angústias levaram Augusto, deixando saudade e um exemplo de superação.

Não sei mais o que dizer!

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Cenas Impactantes

Fevereiro 6, 2008

Convencionou-se que o ano só começa após o Carnaval e, infelizmente, tenho de concordar. Claro, sem me acovardar e não falar, destilando o veneno e culpando a estrutura do país. Em um país que se preocupa com educação, saúde, cultura, economia; será que dá tanta importância a uma festividade como essa?

Analisando pelo social, podemos comprovar que essa é uma festa que agrada muita gente, principalmente aos excluídos, socialmente que, nessa época encontra sua tribo para comemorar, fazendo tur da farofa nas praias, invadindo o espaço dos outros, usando disfarce para expressar o que fica preso durante o ano inteiro… entre outros eventos que se for pensar, talvez estrague a essência, ou perca características inteligentes.

Enquanto rola a farsa, outras coisas na vida real acontecem. E não precisamos ir muito longe, não. Até mesmo vendo uma criação literária, verificamos tais coisas. Aqui em casa não gostamos desses festejos, mesmo sendo casado com uma pernambucana que cresceu vendo os bonecos de Olinda. Durante esse tempo que pára, ficamos em nosso ap, tendando ler, organizar atividades da pós, além de juntos assistirmos alguns vídeos e, nessa seleção posso acrescentar os provocantes Cenas da vida e Páginas de uma vida. Duas produções encantadoras. A primeira fala do sonho de dois jovens, onde Robin queria se tornar um escritor de sucesso e Dayanna queria se tornar tão famosa quanto a mãe que também havia brilhado como atriz de teatro. Como tudo tem seu preço, ou pelo menos são cobrados por ele. No filme percebenos o lado negro que envolve fama, poder, sucesso….

…enquanto que no segundo, em sua descrição do gênero dizia que era um romance, estava mais pra tragédia e drama. Contudo, foi uma excelente escolha.

A questão é: Até quando vamos compactuar ou presenciar coisas desse tipo, que ofuscam o crescimento intelectual das pessoas, impedindo que expressem algo que construa e, não fiquem apenas no contexto de um país emergente????

Que o inconformismo afete essa população, passando e enxegar o que está muito perto de nós.

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6 coisas sobre mim

Fevereiro 3, 2008

Recebi uma tarefa superdifícil da Rose, mesmo assim vou me arriscar. Fala de si mesmo é complicado, considerando que, BARTHES quando questionado sobre suas considerações sobre leitura, disse que antes de tudo, deveria considerar uma leitura de si, então; vamos lá.

Seis coisas que me são peculiares, posso dizer assim?? É, seis coisas que considero inerentes a mim.

1- Sonhador: sempre acreditei nos sonhos, nas pessoas; aqui não quero contar as decepções;

2- Psicólogo: Na verdade sou professor, mas… não sei o porquê, as pessoas, vez por outra me procuram para aconselhá-las. Que missão!

3- Esforçado: Tento fazer o possível para conquistar os sonhos, dando ao máximo de mim.

4- Amante: Sou amante dos bons modos, das palavras mágicas, caso contrário fico doente…

5- Curioso: Sempre querendo saber algo além , nada que venha prejudicar a ordem.

6- Sentimental: Muita coisa me comove, desde uma cena triste num filme, a fatos reais, como o documentário que vi no telecine brasil sobre os catadores de lixo, no Rio de Janeiro.

Não pensem que sou apenas isso, claro. Sou também tristeza, quando vejo injustiças, sou alegria, quando alguém rir com vitórias ou reconhece sua fraqueza.

Sou chorão. E, por incrivel que pareça nem sempre por tristezas e saudades, muitas vezes, ou geralmente, choro quando estou FELIZ, aquela felidade que simboliza conquista.

Bom, acho que fiz a tarefinha que a Rose me passou.

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Um, dois, três…e já!!!

Fevereiro 3, 2008

Tenho tentado por em prática os planos que sonhei para 2008. E, aquilo que estava torcendo para que desse certo, principalmente a viagem ao Canadá da minha querida Julie. A Julie está com passagens marcadas para o próximo dia 15. Sentirei saudades! Boa sorte nesse novo ambiente.

Ah, depois de muitos anos sonhando… até pensei que não mais seria possível, fiz a matrícula no FISK, para estudar inglês.

Não gosto da folia de carnaval, de modo que, aproveitarei para estudar coisas da Academia.

Ontem foi o aniversário de minha cunhada Elisângela, ou Nega, como conhecida. Comemoramos num rodízio de pizza, tive até um momento de rei… !!!!! heheheh

Meu carro está passando carnaval na oficina…. que coisa chata!!!

… acho que só para aliviar o tédio desse período carnavalesco.

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Meu nome é Johnny

Janeiro 26, 2008

Hoje fui ao cinema para tirar minhas conclusões sobre o mais recente filme brasileiro, ou pelo menos, fazer minhas considerações. No orkut há uma comunidade, onde alguns tópicos fazem crítica ao filme, bom; se fosse ao menos considerações pertinentes, até que deixaria aqui meus cumprimentos, mas depois que vi ao filme, deixo meus pêsames aquelas pessoas que, ao menos me pareceu que de cinema não entendem nada.

A considerar que as críticas ao cinema brasileiro não são nem um pouco leves, posso afirmar que sua qualidade cresce a cada dia, principalmente se considerarmos sua autenticidade e deixarmos a idéia de que filme bom são os americanos, aqueles que são estritamente comerciais, onde mostram galãs, fantasias, imaginação, ou coisas desse tipo.

A forma como “Meu nome não é Johnny” foi construído, mostra a mais pura realidade do contexto brasileiro, na qual não serve como vergonha, mas uma verdade que mostre como realmente se procede a construção social, principalmente da hipocrisia social.

Enquanto um expectador e mais ouvinte do que crítico cinemático, considero um bom filme e, peço a atenção de mais brasileiros para que observem mais a qualidade que nossa cultura precisa, para que não sejam reconhecidos apenas por trabalhos feitos fora do seu país de origem. Se o Fernando Meireles conseguiu sucesso com “O jardineiro fiel”, por que outros e até o próprio, não podem tê-lo, mostrando sua cultura local?????

ATENÇÃO!!!!!  Nosso país precisa de educação!

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Cinéfilo

Janeiro 22, 2008

A Rose tem me trazido muita coisa especial e, uma delas foi a assiduidade cinematográfica, as aulas de literatura e cinema, suas leituras e pesquisas sobre o tema; tudo isso me leva a ser um cinéfilo, um amante do cinema e, assim, passo a acompanhar em detalhes, coisas específicas como montagem, enquadramento, montagem, fotografia… tudo isso é maravilhoso. Pois, saio do simples entendimento da personagem à sua função psicológica.

A relação entre o real e o imaginário é fascinante. Podemos perceber através da adaptação, considerando que a adaptação é um novo texto, onde aprendi que a adaptação não precisa ser fiel ao texto escrito para ser considerado um bom filme, uma vez que, se trata de um novo texto.

Para esse novo texto, fazemos leituras, sejam elas pertinentes ou não; vai depender do receptor. Inferências tais, trarão à tona especificidade de cada personagem. Acho que essa paixão pelo cinema é algo que cada um de nós temos, muitas vezes no mais íntimo, guardado, esperando para que seja despertado, no meu caso, depois que conheci a telona, sei o quanto é importante para o desenvolvimento, cultural, intectual, social…. de um indivíduo, enxergar o além, através da câmera é ir além daquilo que seus olhos podem ver; é, ser acima de tudo crítico.

O convite está feito, venha fazer parte do mundo dos cinéfulos, participe da cultura de um país.